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*** Mais uma matéria sobre os nossos amados livrinhos!!!

Amigas

Essa matéria foi feita pelo portal IPANORAMA.COM, de Juiz de Fora. Quem quiser ver as fotos que aparecem, podem consultar o site: http://ipanorama.globo.com/ e procurar na parte ESPECIAL. Eu dei entrevista!!!
E em breve, vai sair uma matéria na TV PANORAMA sobre as colecionadoras. Eu ajudei na sugestão da pauta… Pelo que me disseram, ficou muito boa!!!

Beijos

Beta

——–

Romances de banca de jornal – Literatura de mulherzinha? 07/07/2006
Colaborou: Felipe Mendes

Sabrina, Julia, Bianca. Estes, que são apenas nomes comuns para a maioria das pessoas, representam algo muito especial para um grupo: os fãs dos ‘romances de banca de jornal’. Aqueles livrinhos que cabem na bolsa e trazem histórias de amor açucaradas, com mocinhas pobres conquistando um homem rico e bonito e construindo uma verdadeira história de amor têm um público fiel, inclusive em Juiz de Fora.
Os leitores, ou melhor, as leitoras (pesquisas das editoras mostram que cerca de 99% do público é de mulheres) deste tipo de literatura normalmente enfrentam um sério preconceito. A jornalista Roberta Oliveira (foto ao lado), 27 anos, da Rádio Panorama, é uma delas. ‘As pessoas são preconceituosas por que não conhecem os livros. A maioria dos romances têm bons enredos, e boa parte traz também muita informação histórica’, afirma. Roberta gosta de definir os livros como literatura de mulherzinha. ‘Esse termo veio da Inglaterra, por quê esses livros são destinados a um público de mulheres, entre 20 e 40 anos, solteiras, bem sucedidas… E não são apenas livros vendidos em banca, a história de Bridget Jones [da inglesa Helen Felding], por exemplo, virou best-seller’, lembra. A jornalista conta que conheceu os livros quando tinha por volta de 12 anos. ‘Eu comecei lendo histórias em quadrinhos, passei para a coleção Vaga-Lume e cheguei a esses livros por causa da minha prima, que tinha muitos. A partir daí fui conhecendo outras pessoas que tinham, pegando livros emprestado até que comecei a comprar. Hoje nem sei mais quantos tenho’.
Outra juizforana que não dispensa os livrinhos é a gerente de loja e estudante de Direito Tânia Aparecida da Silva. Ela tem a coleção completa da série Fascinação, uma das primeiras lançadas no Brasil. Leitora há quase vinte anos, ela não perde o hábito. ‘Na escola sempre incentivavam a leitura, e assim que conheci esses livros virei fã. Hoje, eles esfriam minha cabeça depois das leituras pesadas da faculdade’, disse.
As leitoras contam umas com as outras na hora de escolher e comprar os livros. A comunidade ‘Adoro Romances’ do Orkut, por exemplo, tem mais de 3.000 participantes, que fazem trocas, vendas e doações. ‘Eu mesma já participei de dois amigos ocultos entre o pessoal da comunidade. O pessoal de lá se organizou bem, e umas ajudam as outras’, lembra Roberta Oliveira.
Funcionários de bancas e livrarias são outras fontes importantes de informação para as leitoras dos romances. A atendente Zilá Guimarães Vasconcelos, que trabalha em uma banca da cidade, também é fã dos livros, e por isso é a vendedora preferida de Roberta: ‘Ela sabe do que a gente gosta, nos ajuda a escolher e prepara listas com os livros que são lançados fora de seqüência pelas editoras’. Zilá garante que os romances são vendidos para um público fiel em sua loja. ‘Hoje eu tenho 28 clientes que vêm comprar toda semana. Fora isso temos algumas que ‘somem’ por uns tempos, mas que quando aparecem compram logo uns 15 ou 20 livros’, disse. Zilá destaca que o público é bastante heterogêneo. ‘Temos desde meninas de 14 anos, que começaram a ler por influência das avós, até mulheres mais velhas. São muito procurados por profissionais liberais’
Ela só tem dois homens como clientes, mas lembra que há outros compradores. ‘Hoje, alguns maridos vêm comprar os livros para as esposas quando elas não têm tempo. Alguns já sabem até do que elas gostam, e um deles já escolhe a leitura para as mulheres, sem precisar da minha ajuda’, diz. A vendedora lembra que o preconceito em relação aos romances diminuiu. ‘Antes a gente não via os homens vindo aqui comprar, e era comum ver alguns criticando quando as esposas procuravam os livros’, garante Zilá, que trabalha há sete anos na banca. Ela não tem dados concretos sobre quantos livros são vendidos por semana, mas faz algumas estimativas. ‘A gente trabalha também com compra, venda e troca de livros, por isso não dá pra saber ao certo quantos são vendidos. Posso garantir que pelo menos cem saem da loja por semana’.
As editoras Nova Cultural e Harlequin são responsáveis pela publicação de quase todos os romances vendidos pela banca. As autoras mais procuradas são estrangeiras, como Diana Palmer, Norah Roberts e Tenny Jordan. A Scala publica obras de autoras nacionais, mas a procura é pequena. Os interessados podem procurar mais informações nos sites das editoras (www.novacultural.com.br e www.harlequinbooks.com.br), ou no blog da jornalista Roberta Oliveira, que tem resumos de séries publicadas e comentários dos livros: www.livroaguacomacucar.blogspot.com.

5 Comentários

  1. Anônimo

    Beta

    Como comentei no grupo, nossa.. é uma felicidade ver a comunidade ser citada em todas as materias de referencia aos nossos romances e é felicidade maior ainda os pre-conceitos cairem por terra né?
    Parabéns pela entrevista…

    Ahh.. como vc se sentiu do outro lado da “moeda”?! kkkkkkkkkkk afinal vc está acostumada (imagino) a entrevistar né? e não em ser entrevistada!!! kkkkkk

    Beijos.. seu blog tá cada vez melhor!

  2. Anônimo

    Beta

    Como comentei no grupo, nossa.. é uma felicidade ver a comunidade ser citada em todas as materias de referencia aos nossos romances e é felicidade maior ainda os pre-conceitos cairem por terra né?
    Parabéns pela entrevista…

    Ahh.. como vc se sentiu do outro lado da “moeda”?! kkkkkkkkkkk afinal vc está acostumada (imagino) a entrevistar né? e não em ser entrevistada!!! kkkkkk

    Beijos.. seu blog tá cada vez melhor!

    (apertei o “enter” sem querer e foi sem meu nome.. por isso.. posto de novo! kkkk)

  3. Anônimo

    Adorei!
    Ficou linda a matéria!
    Quero a ver a tal foto que ciataram ai!
    Vou lá sim ver!
    Obrigada pela lembrança!
    Fiquei super feliz em ver a Comu marcando presença!
    Bjs

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