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Cap. 1762 – A coragem de ser imperfeito – Brené Brown

Ciao!


Estamos aqui para criar
vínculos com as pessoas
. Fomos
concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito
e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos”.
 

Hoje é o dia do aniversário do Literatura de Mulherzinha:
16 anos. Não foi à toa. Escolhi de propósito porque tem tudo a ver com a
jornada do blog e da Mulherzinha que o escreve. Espero não me estender muito
porque, de novo, o livro se tornou um festival de post-its coloridos.
 

A coragem de ser imperfeito: Como aceitar
a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é – Brené Brown
– Sextante 
(Daring Gratly – 2012) 

– Depois
de ler
Eu achava que isso só acontecia comigo: como combater a cultura da vergonha e recuperar o poder e a coragem e A arte da imperfeição,
assim que pude fui atrás de
A
Coragem de ser Imperfeito.
 

– O
que me encanta nos livros da Brené Brown é como ela se dedicou e conseguiu pesquisar
sentimentos que todo mundo sente, mas que são difíceis de se nomear, qualificar
e mensurar. Ela conseguiu explicar a armadilha em que vivemos diariamente ao se
deixar guiar pela vergonha ou pela culpa. E como isso pode pesar em várias decisões
das nossas vidas.
 

– Ler
romances de banca é algo taxado como vergonhoso por muitas pessoas. Ler autoajuda
também. Levante a mão os seres abençoados que nunca ouviram um “Mas você lê
isso?!” Eu perdi a conta das vezes que ouvi – e das vezes que fui didática ou
sem paciência na resposta.
 

– Brené
analisa neste livro que a necessidade de vínculo faz com que as pessoas vivam
sob constante questionamento se são suficientes, se são fortes, se são
perfeitas, se atendem ao “padrão” por gênero (e quem destoa escuta a
recriminação: “isso não é coisa de mulher” ou “homem não faz isso!”). A vergonha
causa isolamento. Com medo disso, a gente adota escudos para se defender e até
mesmo passa a praticar a vergonha e a culpa contra os outros para se sentir
aceito.
 

– Isso
ocorre na vida pessoal e na profissional, além dos comentários vindos no
ambiente virtual – não importa o local, o julgamento (justo ou não) por nossas
ações pode nos encontrar e intimidar. Afeta as relações entre pais e filhos,
entre casais, entre parentes, na escola, no trabalho… Reproduzir estes
comportamentos são uma péssima ideia – mas muito comum. Não resolve o problema de
quem pratica e ainda pode criar traumas em outras pessoas.
 

Não podemos dar às pessoas o
que não temos. Quem somos importa infinitamente mais do que o que sabemos ou o
que queremos ser
”.


Brené analisa como as pessoas encaram a própria vulnerabilidade e de que forma
podem agir para superar as armadilhas da vergonha. O medo de lidar com a dor, a
rejeição à alegria, a sensação de que não é/não tem o bastante estão ali no
entorno, tornando tudo mais grave em diferentes instâncias no que diz respeito
ao ser humano. 
 

– O título
original traduzido livremente como “Ousando grandiosamente” destaca que só a
construção da resiliência à vergonha e à culpa, unidas ao ato de confrontar
ambas e resolver, permite que possa ser construída uma coragem interior. Não para
agir de forma insensata, mas para ter um olhar mais otimista, na medida do
possível, sobre si mesmo e como se posiciona diante dos acontecimentos da vida. 
 

– As
palavras dela ressoam em mim porque, como já narrei em outras resenhas, passei
anos tentando ser perfeita e impecável, para descobrir que a minha melhor
versão era justamente a pessoa com falhas. A suposta perfeição me trouxe
problemas de saúde. E a partir do momento que comecei a encarar as causas desta
busca impossível que só me frustrava, fui me libertando de algumas amarras. Ainda
tenho muito a percorrer, faço terapia para isso. Livros como o da Brené Brown me
ajudam a enxergar o quanto já caminhei e quanto mais longe posso chegar. 
 

– Já
pensou, se em 16 de abril de 2005, eu não tivesse criado um blog por vergonha
de admitir que lia romances de banca? Foi uma das vezes em que não me deixei
guiar pelo que os outros pensavam. Hoje vejo o quanto valeu a pena. Deu e dá
trabalho? Sim, muito. Mas me trouxe tantas coisas e pessoas boas que compensam.

Viver
plenamente quer dizer abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio.
Isso significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar
de manhã e pensar: ‘Não importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de
fazer, eu tenho meu valor’. E ir para a cama à noite e dizer: ‘Sim, eu sou
imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de
que também sou corajoso e merecedor de amor e aceitação
”.
 

– Links:
Goodreads livro e autora; Skoob
;
mais dela no Literatura de Mulherzinha.
 

Arrivederci!!! 

Beta

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