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A Princesinha – Frances Hodgson Burnett – Cap. 1842

Ciao!!!

No Dia Mundial do Livro, escolhi uma história muito afetiva para mim. Há alguns anos, eu vi e me apaixonei pelo filme – mas nunca tinha lido o livro que o inspirou.

No ano passado, encontrei uma versão na livraria. Comprei.

E agora, ele está aqui – e na data mais apropriada para isso!

Disponível na Amazon

A Princesinha – Frances Hodgson Burnett – Ciranda Cultural
(2019)
Personagens: Sara Crewe e a vida no Seminário Exclusivo para Jovens Moças

O capitão Crewe levou a única filha, Sara, de 7 anos, para estudar em um internato que lhe foi recomendado em Londres. A garota se distinguiu por ter riqueza, mas, acima de tudo, pelo comportamento dela, gentil, educado e agradável com todos no local. Isso despertou admiração e também inveja. Ate que chegou a notícia de que o pai dela tinha morrido e Sara não tinha mais dinheiro. De Princesa passou a ser uma criada, sem perder as suas maiores virtudes: a bondade, a imaginação e a resiliência diante das dificuldades.

“Você está gravado no meu coração”

Sara nasceu e cresceu na Índia. Por causa da morte da mãe, tinha uma relação muito próxima com o pai, que incentivava a inteligência e a criatividade da garotinha.

“Sara não se importava muito com as outras meninas, mas se tivesse muitos livros poderia se consolar. Ela gostava de livros mais do que de qualquer coisa e, na verdade, estava sempre inventando histórias sobre coisas lindas e contando-as para si mesma. Por vezes, ela havia contado para o pai, que tinha gostado delas tanto quanto ela”.

Aos sete anos, foi encaminhada para estudar em uma instituição para jovens. A maior dificuldade para os dois seria a separação, por causa deste profundo laço de afeto entre pai e filha.

Por ter dinheiro, foi paparicada pela diretora, senhorita Minchin. A garota recebeu uma boa criação e tinha discernimento suficiente para saber que riqueza e elogios não representavam o mais importante sobre ela.

O apelido de “princesinha” pegou porque ela tinha um comportamento impecável, inteligente, disciplinada, agia de forma agradável e nobre com todas as outras garotas, das pequenas como Lottie, das que se sentiam inadequadas como Ermengarde ou de Becky, a copeira, e também com as que não gostavam dela ou a invejavam.

“Você não é mais uma princesa”

No entanto, no aniversário de 11 anos de Sara, uma notícia ruim chega ao Seminário: o pai de Sara não resistiu a uma febre e morreu. Antes disso, perdeu toda a fortuna. Portanto, a “princesinha” não tinha ninguém para se responsabilizar e custear os gastos dela na instituição.

A senhorita Minchin não perdeu tempo em informá-la de que ela perdeu o status, não seria mais aluna, mas uma empregada na instituição. Dormiria no sótão perto de Becky – local frio, sem conforto e com ratos.

“Uma menina feliz e muito bem cuidada naturalmente atrai a atenção. Crianças maltrapilhas e malvestidas não são raras nem bonitas o bastante a ponto de fazer as pessoas se virarem para olhá-las e sorrirem. Ninguém olhava para Sara naqueles dias e ninguém parecia vê-la enquanto ela corria pelas calçadas lotadas”.

A resiliência de Sara é baseada em uma força de caráter que a gente pensa ser incomum para uma criança – e que ela já manifestou nas cenas iniciais quando se despede do pai. E também usa a imaginação, em uma forma de olhar o mundo buscando o amparo do lúdico para auxiliar não só a ela, como as amigas mais próximas nos momentos mais difíceis, duros e complicados.

Sobre quem somos de verdade

“- O que quer que aconteça – disse ela – não poderá mudar uma coisa. Se eu sou uma princesa em trapos e farrapos, posso ser uma princesa por dentro. Seria fácil ser uma princesa se eu estivesse vestida com um tecido de ouro, mas é um triunfo bem maior ser uma princesa o tempo todo, quando ninguém sabe disso”.

Faz tempo que vi o filme, se não me engano, foi meu primeiro contato com o estilo do Alfonso Cuáron e à medida que lia, percebi algumas diferenças. Depois dei uma pesquisada e descobri que sim, a adaptação para os cinemas em 1995 tomou algumas liberdades artísticas e se referenciou muito em um filme de 1939, estrelado por Shirley Temple.

No entanto, o caminho do livro me surpreendeu. Apesar de se apoiar no lúdico, Sara não ignorava totalmente a realidade. Ela percebia o que estava acontecendo, buscava a melhor atitude para enfrentar e se consolava criando fantasias e acreditando na magia. Ela mostra que você não precisa associar parvice à bondade inata de uma personagem. Sim, terminei o livro emocionada por esta experiência, feliz por ter lido e desejando ser um pouquinho mais Sara no meu dia a dia.

– Links: Goodreads livro e autora; site da editora; Skoob; mais dela no Literatura de Mulherzinha.

Arrivederci!!!

Beta

1 Comentário

  1. Renan II de Pinheiro e Pereira

    Beta, o pior é que já vi análises “feministas” do livro criticando a história por ter transformado a senhora Minchin numa vilã, mesmo tendo sido escrito por uma mulher. Como se estabelecimentos daquele tipo não fossem dirigidos por mulheres.

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