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Me abrace mais forte – David Levithan – Cap. 1120

Ciao!!!
Amei a capa original. Tão Tiny Cooper!
A capa brasileira seguiu um padrão dos livros do autor publicados aqui.
Era uma vez, o livro Will & Will: um nome, um destino.

Dois autores escrevendo sobre dois rapazes chamados Will Grayson que se encontram.

Um dos Will tinha um amigo, o personagem rouba-cenas mais incontrolável e
fabuloso de todos os tempos: Tiny Cooper.


O sonho dele era protagonizar um musical. David Levithan resolveu compartilhar
conosco como seria esse musical escrito e protagonizado por Tiny Cooper.

Alguém achou que eu não iria ler esse livro?
Me abrace mais forte: o musical/ A história de Tiny Cooper – David Levithan – Galera Record
(Hold me closer – 2015)b
Personagem: Tiny Cooper
Tiny Cooper realiza o sonho de contar a própria vida, desde que era um “bebê grande e gay” até quando começou a procurar o amor em outras pessoas. Em números diretos, alegres, sensíveis, engraçados, ele conta desde o nascimento até o rompimento com o namorado #18. Mesmo quando você tem certeza de quem é ainda resta muita coisa para se descobrir.
Comentários: 

A maioria dos bebês chega ao mundo chorando, ofegando ou soltando meleca.
Não Tiny Cooper. Ele vem ao mundo cantando” (p.13)

Will & Will serviu para três apresentações na minha vida: li algo do John Green (apesar de preferir seguir o twitter dele de torcedor de futebol. Alguém devia convidá-lo para torcer pelo Botafogo. Ele já tem o know-how do sofrimento com o Liverpool) e vivi dois amores à
primeira vista. O primeiro, por David Levithan (tudo que é lançado dele, desde então, dei um jeito de ler) e o segundo, por Tiny Cooper. O mais fabuloso coadjuvante rouba-cenas de um livro. Agora ele se tornou protagonista. Ou como mesmo disse assumiu o seu lugar de direito: no palco, diante da plateia sob os holofotes.
 

Um comentário sobre o holofote: deve ficar bem claro desde o começo que esse é o lugar especial de Tiny. (…) Mas alguns de nós absorvem energia desses momentos elétricos em que todo mundo está olhando, todo mundo está ouvindo e o silêncio é o mais perfeito que você possa imaginar, com a sala toda esperando para ouvir seja lá o que você dirá em seguida. Principalmente para aqueles de nós que costumam se sentir ignorados, um holofote é um círculo de magia, com a força para nos tirar da escuridão de nossa vida diária.
A questão sobre um holofote é que você precisa entrar nele. Você tem que subir naquele palco. Ainda não me senti pronto para muitas coisas, mas desde cedo me senti pronto para isso” (p.17)

– Em 25 músicas apresentadas em dois atos – nascimento/infância e dias atuais – Tiny conta a história de como passou a se entender, a compreender o mundo em que vive, a analisar as pessoas e depois a buscar por amor. Ele relata que sempre teve o amor do pai e da mãe, que fizeram questão de ensinar a “religião” deles (cena ótima) além de contar com as orientações de uma babá lésbica sobre a vida.

Pelo palco passam moradores do subúrbio de Chicago, integrantes do time de futebol americano, treinador homofóbico, o fantasma de Oscar Wilde, colegas de escola que o aceitavam e também que eram agressivos com ele, o melhor amigo – Phil Wrayson (pausa para rir muito), familiares e os 18 namorados de Tiny Cooper.
 

Pra que tentar esconder? Que bem isso poderia fazer? Eu nasci desse jeito. E, se você não gostou, é você quem tem defeito. Se você não entendeu, resolva a questão com Deus. Quem você acha, afinal, que me fez tão sensacional?
(Eu nasci desse jeito. p. 15)

  
– E sutileza não é o forte de um garoto que sempre foi muito grande e gay. Então como autor de um musical inspirado na própria história, ele quer deixar bem claro o que pensa e como pensa.
– Por mais autoconfiante, ele ainda possui momentos de insegurança. Ele se expôs, abriu para todos os seus sentimentos e o seu coração. Seja nas músicas, nos diálogos ou nas anotações para aqueles que vão encenar a peça. Suas orientações, mais que indicar o que e como fazer, esclarecem os motivos das posturas que devem ser adotadas pelos atores, ampliam o entendimento da cena e das músicas para seus leitores.
– Claro que há citações ao livro companheiro, você consegue ler Me abrace mais forte sem ter lido Will & Will, mas conhecer a trama anterior amplia a sua experiência, porque você já terá conhecido a experiência de conviver com Tiny Cooper.

– A exuberância dele é um contraste com os dois protagonistas, que estão passando por momentos complicados e confusos nas próprias vidas. A peça original aparece no desfecho do livro. Me abrace mais forte é a peça aperfeiçoada após a estreia. E os dois Will são citados nela e são importantes para o desfecho da jornada do agora protagonista divo. Ele foi responsável pelas minhas gargalhadas então.

E agora também me permitiu boas risadas por ir direto ao ponto, por ter o desejo – natural a muitos seres humanos – de querer encontrar alguém para amar e ser amado em troca. Quem nunca?

Não caia na armadilha de pensar que as pessoas são metades e não partes inteiras. (…) Ainda não estão tentando convencer você disso, mas acredite, essa hora vai chegar. A ideia de que dois é o ideal e que um só é bom como sendo a metade de dois. Você não é uma metade e nunca deve tratar ninguém como metade. Combinado?” (palavras da babá Lynda para Tiny. p. 38)

– E não tem como não amar um livro que, dentre várias outras referências, cita Harry Potter, Ewan e Nicole em Elephant Love Medley no meu amado e querido Moulin Rouge. Na pesquisa para este texto, fiz a mais surpreendente das descobertas. Sempre vi o Tiny Cooper como uma criação do David Levithan, impressão reforçada em outros livros dele que li. Aí nesta entrevista, David contou que Tiny Cooper foi criado por John Green e se tornou um “filho de dois pais” (tanto que os direitos deste livro são dos dois autores, basta ler na ficha técnica). Só me resta aplaudir ambos por me permitirem horas de diversão. E bem que eu queria ouvir as músicas orquestradas.
Dueto dos livros companheiros:
Hold me closer – Me abrace mais forte
Arrivederci!!!

Beta

1 Comentário

  1. Sil de Polaris

    Eu poderia imaginar como esse musical seria alegre, assim como eu poderia imaginar todos seus percalços de bastidores antes de sua apresentação. Esse personagem pareceu ser muito esfuziante, aproveitando cada segundinho de sua vida ao máximo, sem dever nada para ninguém. O que não quereria dizer que ele não viveu muitos momentos difíceis !

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