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Cap. 776 – Julie & Julia – Julie Powell

Ciao!!!
Sabe
um livro onde você simplesmente encalha? Pois é, foi meu caso com Julie &
Julia. Era para ter entrado na Maratona Feliz Desaniversário
 de Julho. Não consegui terminar, passei
pra Agosto. Adiado de novo para setembro. Assim, se tornou uma questão de honra
terminá-lo para ser o livro da Maratona agora em outubro.
Julie & Julia – Julia Powell
– Conrad
(Julie
& Julia – 365 days, 524 recipes, 1 tiny apartment kitchen – 2005)
Personagens:
Julie Powell, Julia Child, um blog e livros de receita
Às
vésperas de completar 30 anos, presa em uma rotina onde nada parece seguro,
exceto o casamento com Eric, Julie Powell toma uma decisão: fazer em 1 ano
todas as receitas do livro Mastering the Art of French Cooking, de Julia
Child, uma obra-prima da culinária norte-americana e narrar as experiências em
um blog. O que começa como uma proposta despretensiosa, acaba se tornando uma
grande motivação e um grande problema para a vida dela que, óbvio, nunca mais
será a mesma.
Comentários:
– Uma
jovem mulher entediada com vários aspectos da vida inventa um projeto
motivacional e transforma a experiência em um blog. Já vi esse filme. Só que a
protagonista ao invés de cozinhar preferiu falar sobre livros. Muitas vezes, a
gente se vê preso em uma rotina, onde tudo parece chato e sem graça. Nada como
inventar algo que quebre isso. Mesmo que, de certa forma, a gente troque uma “escravidão”
ou “vício” por outro. Ou se preferir, embarca em uma proposta que te dá a
sensação de estar fazendo algo único e especial. Este é um dos pontos em que eu
entendo Julie Powell perfeitamente.

Eu e este livro estávamos brigando há meses, como contei acima. Sempre acontecia
algo que atrasava a leitura ou não a fazia render. Não foi culpa dele. Entre julho
e setembro, tive momentos cruciais na minha vida neste ano. E, em muitas vezes,
estava a um passinho de surtar. Julie diz no livro, “Se sou paranoica, é
porque as pessoas vivem me sonegando socorro” (p.289).
Eu não peço socorro,
tento resolver o máximo sozinha (orgulho escorpiano). Neste caso, tomei a
decisão de desistir do conflito com o livro e deixá-lo inacabado na
cabeceira, à espera de um momento onde pudesse me dedicar a ele sem ter que
dividir atenção com outras coisas, problemas, urgências e emergências.

Em alguns momentos, achei a narrativa arrastada. Entendi a necessidade de
equilibrar os momentos “Projeto Julie/Julia” com demandas da vida pessoal
caótica de Julie e pedaços da jornada de Julia Child. O fato de não conhecer
Julia Child me fez estranhar no início tamanha idolatria, até fazer uma
pesquisa e entender mais um pouco sobre a mulher que inspirou Julie. E, com
certeza, o fato de eu ter trauma de cozinha contribuiu para que a experiência não
fosse mais saborosa para mim (longa história que, para resumir: medo,
queimaduras, fracassos e dois incêndios que não foram minha culpa –
#madrehooligan acha que eu sou Prof. Xavier ou Jean Grey, mas até onde
pesquisei não tenho esses poderes mutantes). Então, se você adora cozinhar, grandes
chances de que seja uma narrativa que te interesse. Gostei de ver que nem tudo
deu certo, as vezes em que ela só não surtou porque tinha o apoio do marido e
de amigas. A reação ao projeto se tornando conhecido na internet e assunto para
matérias jornalísticas (choquei com a CBS acompanhando três dias da vida dela
para fechar uma matéria de 4 minutos. Que produção detalhada!). o capítulo das
lagostas me fez dar risadas nervosas, porque é pouquíssimo provável que eu coma
esse bicho, quanto mais compre para matar e cozinhar. E o livro me lembrou quantas
coisas podem acontecer em torno de um prato de comida. E da mesma forma que
Julie celebrou o fim da jornada, eu comemorei por ter terminado a leitura. Prova
da teimosia de duas blogueiras em concluir o que começaram, mesmo diante das
dificuldades e surtos pessoais.

A propósito, ainda não vi o filme. Mas não vou me impor datas. Adoro Nora
Ephron (a diretora) e Meryl Streep e Amy Adams. Com certeza o filme vai entrar
na minha vida na hora certa.
Bacci!!!

Beta

5 Comentários

  1. Fabiana Correa

    Confesso que não li o livro, mas vi o filme, e gostei muito! Sá teve uma coisinha que fiquei triste, mas não vou contar senão estraga o filme, se vc for assistir!
    Adorei o novo visu do blog, parabéns!!

  2. renanthesecond2

    Beta, gostei do filme, da Julia Child e da Julie do filme, mas confesso que não gosto da Julie verdadeira, não só pelo tom desrespeitoso que ela usa em algumas passagens do livro, mas porque em seu livro seguinte, "Destrinchando", ela conta com certo orgulho uma falta que ela cometeu contra uma pessoa que ela mesma considera importante em sua vida. E se ela realmente gostasse da pessoa, o pouparia da humilhação.

  3. Sil de Polaris

    Eu gosto um bocadinho de cozinhar, mas não senti empatia literária por este livro, apesar de saber que é verdade que muita coisa pode acontecer em torno de um prato de comida. Talvez você pudesse dar uma segunda oportunidade a comer lagosta, senhora !

  4. Unknown

    Posso dar minha sincera opinião acerca desse livro? Pois bem, pulei vários trechos, por simplesmente ficar com asco, muito asco das coisas que ela relata arghhh… Também comecei a ler, parei um tempão, e recomecei porque tinha ficado tanto tempo sem ler que tive que voltar ao início – não me lembrava de mais nada… Enfim, acho a autora ligeiramente grosseira (não por causa dos palavrões), especialmente com o marido que tanto a idolatra… Enfim, acabei agorinha de lê-lo e tenho certeza que não quero ler "Cleaving". Abraços.

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